Se em 1953 Willi Fehlbaum — apenas três anos depois de fundar a Vitra — não tivesse viajado da Suíça para Nova Iorque e se deparado com as peças de Charles & Ray Eames, a história do design europeu poderia ter sido bem diferente. Tudo começou em 1934, quando Willi abriu uma pequena empresa de expositores de lojas, chamada Graeter. Seis anos mais tarde, juntamente com a mulher, Erika, criou uma nova empresa de design: a Vitra. O negócio cresceu rapidamente e, em busca de novas ideias, Willi partiu para Nova Iorque. Foi numa dessas viagens que descobriu, numa loja, as peças dos Eames — um encontro que mudaria o rumo da marca.
Pouco depois, Willi adquiriu à americana Herman Miller os direitos para produzir as peças da dupla para o mercado europeu. Ele e Erika viajaram até à Califórnia para conhecer pessoalmente Charles e Ray, na mítica Eames House. A ligação foi imediata: partilhavam valores fundamentais como a atenção ao detalhe, a crença nos processos e sistemas, e a qualidade acima de tudo. Hoje, esta relação continua viva, já na terceira geração da família Fehlbaum, e o Vitra Design Museum reúne uma das mais importantes coleções do trabalho de Charles & Ray Eames.
Desde a sua criação, em 2002, a Hay tem vindo a afirmar-se como uma das marcas mais relevantes do design contemporâneo, com uma abordagem baseada na simplicidade, funcionalidade e acessibilidade. Fundada por Mette e Rolf Hay, a marca dinamarquesa nasceu com uma ideia clara: criar peças de elevada qualidade, desenvolvidas em colaboração com alguns dos melhores designers internacionais, tornando o bom design parte da vida de todos os dias. A Hay repensa a forma como vivemos os espaços, através de uma linguagem contemporânea, onde a arquitetura, a arte e a moda se cruzam.
O bom design como um direito de todos
A filosofia da Hay assenta numa premissa simples: o bom design deve estar ao alcance de todos. Desde o início, Mette e Rolf Hay dedicaram-se a trabalhar com designers de diferentes origens e gerações, criando produtos que unem qualidade, criatividade e uma utilização intuitiva.Esta visão permitiu à marca construir uma identidade única, onde peças para o quotidiano ganham uma nova dimensão. Cadeiras, mesas, iluminação e acessórios deixam de ser apenas objetos funcionais e passam a fazer parte da forma como habitamos e experienciamos os espaços.
HAY: passado, presente e futuro em diálogo
Durante o 3daysofdesign, em Copenhaga, a Hay apresentou uma exposição especial no O–Overgaden, transformando 1.500 m² junto aos históricos canais de Christianshavn numa instalação imersiva.O espaço reuniu peças do passado, do presente e do futuro da marca, retirando temporariamente os objetos do seu contexto habitual e criando novas relações entre diferentes coleções e momentos da história da Hay.A exposição deu a conhecer novos designs de alguns dos nomes mais relevantes do panorama internacional, incluindo Jasper Morrison, Philippe Malouin, Gudmundur Ludvik, Andreas Bergsaker, Julien Renault, Claire Lavabre e Leclercq Viallet, entre outros.
Uma família de designers e uma visão partilhada
Para a Hay, cada designer é parte essencial da identidade da marca. A colaboração com criadores talentosos, curiosos e inovadores de todo o mundo é uma das características que define o seu percurso.Através destas parcerias, a Hay continua a explorar novas formas de criar objetos contemporâneos, capazes de responder às necessidades atuais sem perder a intemporalidade que caracteriza o bom design.
Descubra a coleção da Hay na Paris:Sete.
Durante o 3daysofdesign, em Copenhaga, a Vitra revelou uma série de novidades que reforçam o diálogo entre património, inovação e design contemporâneo. Entre os lançamentos destaca-se a Poltrona Bascule, desenvolvida em colaboração com o Studio Œ, onde as designers Lisa Ertel e Anne-Sophie Oberkrome criam uma peça que explora o movimento, o conforto e a informalidade através de uma linguagem simultaneamente escultural e acolhedora. A Bascule combina uma estética descontraída e um novo mecanismo de assento da Vitra que permite um ajuste automático ao peso do utilizador. Estará disponível com duas opções de base, em versões de encosto alto ou baixo, e pode ser complementada com um repousa-pés ou banco.
A edição deste ano ficou também marcada pelas celebrações do centenário de Verner Panton. Para assinalar a ocasião, além dos Panton Cubes sistema modular que permite criar animais escultóricos ou composições abstratas, a Vitra apresentou novas interpretações como a Panton Chair Classic Gold e a Limited Edition, uma peça emblemática do designer dinamarquês, reafirmando a atualidade da sua visão experimental e do seu legado no design do século XX.
Entre as novidades encontra-se ainda o Anagram Club, uma nova configuração do sistema de sofás modulares desenhado por Panter&Tourron. Concebido para ambientes de trabalho, hospitalidade e espaços de encontro, o Anagram Club oferece uma maior sensação de privacidade e conforto, mantendo a versatilidade que caracteriza a coleção.
A Vitra apresentou também novas variantes das cadeiras Mynt e Mikado, ampliando as possibilidades de personalização destas peças e reforçando a sua adaptação a diferentes contextos, do residencial aos espaços profissionais. A Mynt High, desenhada por Erwan Bouroullec, introduz uma experiência de sentar totalmente nova e dinâmica para mesas de altura elevada, balcões e bares. Do mesmo designer, a Mynt Soft é uma compacta cadeira lounge giratória com altura ajustável, que combina elevado conforto com grande versatilidade de utilização.
Todas estas novidades estarão disponíveis a partir de setembro de 2026.Descubra a coleção Vitra na Paris e acompanhe as mais recentes propostas de uma das marcas mais influentes do design contemporâneo.
Há objetos que resistem às tendências e atravessam décadas sem perder a sua relevância. O Costanza, desenhado por Paolo Rizzatto para a Luceplan em 1986, é um desses raros exemplos. Quarenta anos após o seu lançamento, continua a afirmar-se como uma referência no design de iluminação contemporâneo, graças à combinação equilibrada entre simplicidade formal, inovação tecnológica e uma notável capacidade de adaptação aos mais diversos ambientes.
Desde a sua criação, o Costanza destacou-se pela sua abordagem discreta e inteligente à iluminação. A estrutura leve e essencial, aliada a um difusor que suaviza e distribui a luz de forma acolhedora, tornou-o uma presença constante em contextos residenciais, profissionais e de hospitalidade.
Para assinalar o 40.º aniversário deste clássico, a Luceplan apresenta uma nova coleção de difusores que reinterpreta a identidade do Costanza sem alterar a sua essência. O abat-jour branco ganha agora uma nova dimensão através de três padrões distintos, capazes de transformar a superfície da luminária numa presença gráfica subtil.
Esta atualização reflete a filosofia que sempre esteve presente no trabalho de Paolo Rizzatto e da Luceplan: evoluir sem romper com a tradição. Os novos padrões renovam a linguagem visual do Costanza, preservando o equilíbrio, a leveza e a clareza formal que o transformaram num dos maiores ícones da marca.
Descubra a coleção Luceplan na Paris:Sete.