Carin Panton fala sobre o legado do pai Verner Panton

Celebramos o 100º aniversário do visionário do design dinamarquês com a história do icónico Panthella da Louis Poulsen.

Na Paris:Sete, somos apaixonados pelas histórias e pelos processos criativos que dão alma às peças que transformam os nossos espaços. Para assinalar o 100º aniversário do lendário arquiteto e designer Verner Panton, debruçamo-nos sobre uma das suas criações mais emblemáticas: o candeeiro Panthella da Louis Poulsen.

Através de uma conversa intimista partilhada pela Louis Poulsen com Carin Panton, filha do designer, descobrimos as influências, as amizades e a visão singular que deram origem a este verdadeiro ícone.

A Visão Sobre a Luz e a Cor

Para Verner Panton, a luz nunca foi apenas uma necessidade funcional; era uma parte intrínseca e indissociável do seu universo criativo. Panton defendia que a interação entre a forma, a cor e a luz determinava o modo como os espaços e os objetos eram percecionados.

Como relembra a sua filha, Carin, Panton não abordava o seu trabalho com a intenção deliberada de criar algo "intemporal". Em vez disso, a sua mente imaginativa e curiosa era impulsionada por um fascínio profundo por padrões, formas orgânicas e cores vibrantes. Não seguia tendências, tinha uma linguagem de design absolutamente única.

A Influência dos Grandes Mestres

O percurso de Panton cruzou-se desde cedo com o de dois gigantes do design dinamarquês: Poul Henningsen e Arne Jacobsen. O que começou por ser uma relação de mentoria durante os seus tempos de estudante de arquitetura, evoluiu rapidamente para um profundo respeito mútuo.

Foi com Poul Henningsen que Panton aprendeu uma das regras de ouro da iluminação: um candeeiro nunca deve encandear, e o olhar nunca deve cruzar-se diretamente com a fonte de luz. Esta filosofia enraizou-se no trabalho de Panton. A amizade entre ambos – repleta de discussões animadas e construtivas – estimulou a imaginação de Panton, resultando em peças que, embora muito diferentes da estética de Henningsen, partilhavam a mesma exigência técnica e o compromisso estético.

O Nascimento de um Ícone: O Panthella

Desenhado em 1971, o Panthella é a materialização perfeita da filosofia de Verner Panton. Mas o que o torna uma peça tão icónica até aos dias de hoje?

Hoje, é evidente que o Panthella não pertence a um estilo específico; existe numa categoria própria, dotado de uma pureza inegável. Nos anos 70, terá sido a frescura e novidade do seu design a cativar o público de imediato. Com  linhas elegantes, forma geométrica imaculada e luz suave e difusa que emana do abajur translúcido, o Panthella conquistou o seu lugar como um clássico que muitos continuam a adorar.

Para celebrar o centenário do nascimento deste génio do design, a Louis Poulsen trás de volta as versões originais (The Originals) desta peça maravilhosa. E nós, na Paris:Sete, temos o privilégio de as partilhar consigo.

Convidamo-lo a descobrir o universo orgânico de Verner Panton e a explorar a coleção Panthella no nosso showroom na Rua da Escola Politécnica 235, em Lisboa.