Euronext Porto: um projeto onde o mobiliário é parte da estratégia

A Paris:Sete presta apoio a projetos em diversas áreas, acompanhando cada processo com rigor, organização e uma visão integrada do espaço. Um dos projectos mais recentes e relevantes foi o da Euronext no Porto, desenvolvido em estreita colaboração com a designer de interiores Vera Lucena.

Num escritório com cerca de 5000 m² e 400 postos de trabalho, o desafio passou por criar um ambiente funcional, confortável e sustentável, onde o mobiliário assumisse um papel central na forma como o espaço é vivido no dia a dia. Através de uma abordagem consciente , que valorizou o equipamento existente, aliou conforto ergonómico à durabilidade e respeitou prazos particularmente exigentes, o projecto resultou num espaço equilibrado, contemporâneo e pensado para o futuro do trabalho.

Falámos com Vera Lucena sobre o briefing da Euronext, as escolhas de mobiliário e o contributo da Paris:Sete para o sucesso do projecto:

Qual foi o briefing da Euronext e como foi aplicado no escritório?
Relativamente ao equipamento, a Euronext pediu-nos para integrar no processo criativo desta fase de projecto uma cuidada análise ao existente. O objectivo era aproveitar as unidades disponíveis, evitando o desperdício e pondo em prática os princípios de sustentabilidade da empresa.

Depois de um levantamento rigoroso, procedemos à análise e escolha das peças. Algumas precisaram apenas de uma limpeza mais cuidada, outras foram sujeitas a trabalhos mais profundos de conservação e restauro. Seleccionámos também as unidades com estofo e demos-lhes uma nova vida, escolhendo tecidos novos, enquadrados no conceito do projecto e em harmonia com o equipamento que seria necessário adquirir.

Nesta solicitação há sempre uma grande dificuldade para a qual é preciso alertar o cliente: as peças que envelhecem com o espaço não aparentam a idade que têm, mas num espaço novo as marcas do tempo ficam totalmente expostas. No caso da Euronext, este desafio foi superado com sucesso e, de resto, tivemos total liberdade para escolher e propor.

Qual a importância do mobiliário neste projecto? Que ambiente destaca?
Só me ocorre uma palavra: fundamental. O equipamento dá e promove a vida no espaço. Um escritório com 400 postos de trabalho e 5000 m² pode facilmente parecer massificado se não houver atenção à forma como o organizamos e, naturalmente, ao equipamento que escolhemos. Para essa selecção, é essencial estabelecer padrões de qualidade que ultrapassem o design, garantindo conforto ergonómico e durabilidade da estrutura e dos materiais perante um uso intensivo.
A longo prazo, esta abordagem permite que o espaço mantenha os níveis de qualidade pretendidos do ponto de vista funcional, técnico e estético — em suma, que seja mais sustentável.

"Quanto aos ambientes, destacaria o Food Court. Foi projectado como um espaço polivalente, pensado para muito mais do que a hora das refeições. Apresenta um ambiente cromático distinto dos restantes pisos, mas integrado na atmosfera geral. Com acesso directo a um piso mezanino onde se encontram salas de reunião e o ginásio, foi interessante criar uma ligação subtil ao ambiente de trabalho e, em simultâneo, promover a desconexão."

De que forma a Paris:Sete contribuiu para o sucesso do projecto?
Este projeto teve a particularidade de, em todas as suas fases, ter prazos de entrega muito ambiciosos — e o equipamento não foi excepção. A Paris:Sete e as suas equipas foram extremamente dedicadas, organizadas e eficientes durante todo o processo, concretizando o mais importante: na data acordada não falharam e o cliente conseguiu cumprir o seu objectivo. É também de realçar a qualidade do serviço pós-venda, que constitui um contributo fundamental para o sucesso do projecto a médio e longo prazo.

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