Carlo Colombo: o rigor do design italiano ao serviço da intemporalidade
Falar de Carlo Colombo é falar de um dos nomes mais influentes do design italiano contemporâneo. Designer e arquiteto, construiu uma carreira marcada por uma abordagem onde a pureza das formas, a funcionalidade e a excelência da manufactura coexistem de forma natural.
↑ Candeeiro Auralia da Artemide e Carlo Colombo
Ao longo de mais de três décadas, colaborou com algumas das mais prestigiadas marcas internacionais de mobiliário, iluminação e design, desenvolvendo peças que se distinguem pela sua elegância discreta e pela capacidade de atravessar o tempo.
Licenciado em Arquitetura pelo Politécnico de Milão, em 1993, Carlo Colombo iniciou um percurso que rapidamente ultrapassou a prática arquitetónica, estendendo-se ao design de produto, ao design gráfico e à conceção de exposições. Esta visão multidisciplinar permitiu-lhe desenvolver uma linguagem própria, assente no equilíbrio entre inovação tecnológica, conhecimento dos materiais e uma profunda compreensão da forma.
↑ Poltrona Graffetta da Lema
Ao longo da sua carreira, manteve uma relação próxima com o universo da produção artesanal e industrial, demonstrando um respeito constante pela manufactura e pelo saber-fazer daqueles que transformam uma ideia num objeto. Essa valorização do trabalho manual, aliada à precisão técnica, está presente em cada projeto que assina e explica a qualidade intemporal das suas criações.
↑ Coleção Modula da Lema
O reconhecimento internacional do seu trabalho traduz-se em distinções como o Designer of the Year (2004), o Red Dot Design Award e o Elle Decor International Design Award. As suas obras integram ainda exposições em algumas das mais relevantes instituições dedicadas ao design e à arte contemporânea, entre as quais a Triennale di Milano, o Weserburg Museum of Modern Art, em Bremen, o Museum für Angewandte Kunst Köln e o MARCA – Museum of Arts of Catanzaro.
↑ Candeeiro Zephyr da Artemide
Desde 2025, Carlo Colombo e o estúdio A++, do qual faz parte Paolo Colombo, assumem a direção artística da LEMA, inaugurando uma nova fase na história da marca. A sua visão integrada do design, que cruza arquitetura, interiores e produto, reforça a identidade da LEMA e consolida o compromisso com um design sofisticado, funcional e pensado para durar.
A colecção Dori nasceu de um simples detalhe. Durante uma visita ao estúdio londrino de Nipa Doshi e Jonathan Levien, Mette Hay, cofundadora da HAY e directora criativa da área de acessórios, reparou numa das amostras têxteis de Nipa Doshi e sentiu-se particularmente atraída pelo seu verso. Os detalhes das costuras sugeriam novas possibilidades.
↑ Nipa Doshi e Jonathan Levien, e a coleção Dori
Uma colecção inspirada nas tradições têxteis indianas
O resultado é a primeira colecção de acessórios de Doshi Levien para a HAY: uma colcha acolchoada, uma almofada e uma capa amovível para almofada, todas produzidas em algodão orgânico.Com o nome inspirado na palavra hindi para "fio", Dori tem um significado pessoal para Doshi, cuja infância em Bombaim influenciou a linguagem visual da colecção. A designer descreve-a como "a introdução de uma cultura têxtil diferente no universo HAY", enraizada nas tradições indianas do algodão, do bordado e da utilização quotidiana dos têxteis. Uma herança que se traduz em padrões geométricos, debruados, costuras contrastantes e combinações de cores reversíveis.
↑ Sofá Quilton - Hay
Doshi Levien: uma linguagem criativa entre culturas e materiais
Foi em 2000 que Nipa Doshi e Jonathan Levien fundaram, em Londres, o estúdio de design Doshi Levien. Os dois conheceram-se no Royal College of Art e, desde então, têm desenvolvido uma linguagem criativa própria, que combina referências culturais, inovação técnica e uma abordagem singular à materialidade dos objectos.
↑ Tapete Rabari - Nanimarquina
Nipa Doshi cresceu na Índia e estudou no National Institute of Design, enquanto Jonathan Levien, natural da Escócia, se especializou em marcenaria artesanal antes de prosseguir os estudos em design industrial. As suas competências complementares reflectem-se no trabalho da dupla: Doshi dedica-se sobretudo à cultura visual, à compreensão estética do mundo e à materialidade das coisas, enquanto Levien se concentra na precisão industrial e nas técnicas de produção.
↑ Poltrona Uchiwa - Hay
O reconhecimento internacional chegou em 2008, quando receberam o prestigiado prémio Future Legends of Design, atribuído pelo Cooper Hewitt National Design Museum, em Nova Iorque.Ao longo do seu percurso, colaboraram com algumas das mais reconhecidas marcas internacionais de mobiliário e design de interiores, assinando peças e colecções que revelam a versatilidade da sua abordagem criativa.
Entre os seus principais projectos destacam-se:
Hay: as poltronas Uchiwa e Dapper, o sofá Quilton e, mais recentemente, a colecção têxtil Dori.
B&B Italia: as poltronas Do-Maru, Almora e Bay.
Arper: o sofá Shaal, as mesas Roopa, a poltrona Lepal e a cadeira Cari.
Moroso: as colecções Armada, Modernista e Paper Planes, o sofá My Beautiful Backside e a cadeira Impossible Wood.
Nanimarquina: os tapetes Rabari 1 e Rabari 2.
Kettal: a poltrona Cala.
Um percurso que demonstra a capacidade de Doshi Levien para cruzar diferentes referências culturais, materiais e técnicas, criando objectos que conciliam identidade, funcionalidade e inovação.
↑ Sofá Shaat - Arper
A icónica CH24 Wishbone Chair, desenhada por Hans J. Wegner e produzida ininterruptamente pela Carl Hansen & Søn há mais de 70 anos, ganha uma nova interpretação com assento em pele macia.
Fiel ao desenho original, que alia leveza, equilíbrio e conforto, esta versão acrescenta uma nova dimensão tátil à cadeira. O fabrico da Wishbone Chair envolve mais de 100 etapas de trabalho artesanal. Agora, o assento está disponível em quatro tons naturais e sete variantes cuidadosamente selecionadas, desde a pele anilina TERRA®, com acabamento mate sedoso e uma pátina que evolui com o tempo, até às peles LOKE e THOR, mais resistentes ao desgaste diário e às manchas.
Lançada em 1948, a mesa Reale, desenhada por Carlo Mollino, continua a destacar-se pela originalidade da sua construção e pelo carácter escultural da sua estrutura. Inspirada na complexidade das formas orgânicas, a sua base evoca um esqueleto, com elementos de madeira unidos por juntas metálicas concebidas à medida.
O tampo de vidro permite observar todos os detalhes desta estrutura intrincada, transformando a construção da peça num dos seus principais atributos. Em 2016, a Reale passou também a estar disponível com tampo em mármore, numa interpretação que lhe confere uma expressão distinta.
Quase oito décadas depois da sua apresentação, a Reale mantém-se como um exemplo marcante da visão singular de Carlo Mollino, em que a engenharia e a atenção ao detalhe se conjugam numa peça que atravessa gerações.
Descubra a Reale da Zanotta na Paris:Sete